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Sobre os pára-choques

Houve uma época, lá pelos idos de mil novecentos e antigamente ...ei, espera um pouco,
não faz tanto tempo assim, afinal que são trinta e poucos anos?
Nessa época a maioria dos caminhoneiros que se aventurava pelas estradas Brasil afora (e não eram essas estradas que você conhece hoje) faziam do pára-choque de seus caminhões verdadeiros painéis onde exibiam frases, geralmente bem humoradas, que eram a expressão pura de uma das mais características formas da cultura popular brasileira, ou seja, brincar com a própria desventura. As frases eram críticas, de protesto, de sentimentos, de religiosidade, mas acima de tudo bem humoradas. Eram a filosofia das estradas.
Muitos pintores de carrocerias, além de bons no pincel (calma!), montavam cadernos com centenas de frases e por isso mesmo eram muito procurados. A maior parte delas tinha como tema (é claro!) as mulheres mas também os acontecimentos políticos e sociais inspiravam novas e engraçadas frases. Uma clássica dessa época é: "Feliz foi Adão, não teve sogra nem caminhão."
 
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