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Adolescente ou pré-adulto?

Adolescente ou pré-adulto? Estão acabando com o termo “criança”. Socorro!

Eu e minha esposa, com nossa filhinha, entramos em uma pizzaria depois do culto no Domingo. No balcão tem uma senhora e seu neto, de uns 10 anos, que começa a brincar com a Rebeca. Muito simpático o garoto da risadinha, faz gracinha e a Rebeca responde sorrindo e brincando. A Lari elogia e brinca com o garoto também. A avó dele se vira para nós e diz:
Avó: _Este é o Pedrinho*. Ele é um anjo, um amor.
Lari: _Que educado! Muito simpático.
A avó aponta para o neto e diz: _Ele é um adolescente.
O menino sorri e a avó emenda: _Ele é um adolescente porque já tem duas namoradas.
O garoto continua com o sorriso largo e agora balança a cabeça concordando alegremente.
Como estamos tratando as crianças?O que é criança? Até que idade você considera uma pessoa “criança”? É pela idade ou maturidade e desenvolvimento que definimos? Não sei a resposta ao certo. O que sei é que o termo “adolescente” tem sido aplicado erroneamente a crianças. E este rótulo tem sido aproveitado pelo diabo para prejudicá-las.
Esta história do rótulo de “adolescente” começa na questão do consumo e foi inventada pelo capitalismo moderno. É mais fácil vender um produto e criar admiração por uma marca através de uma propaganda para as crianças. É o desenho de super herói no salgadinho, o celular da celebridade da novela, o caderno com a capa do tema de um filme de sucesso e por ai vai. Todas as empresas já descobriram que convencer uma criança a consumir um produto é fácil e pode ser lucrativo por muito tempo. Pois cativando um cliente desde cedo existe uma grande possibilidade dele se tornar fiel a marca até, e enquanto, for adulto.

Adolescente ou pré-adultoPara as empresas, não basta convencer as crianças que o produto deve ser comprado e eles devem ser fiéis a marca. O termo “adolescente” aplicado as crianças leva também o conceito de que ele decide quando comprar, como e quando consumir. O mundo e o capitalismo moderno querem transmitir a idéia de independência cada vez mais cedo para que as crianças passem a decidir por si só e consumir mais. Pois é mais fácil vender para elas, desde que elas decidam e não tenha interferência dos pais ou responsáveis. Solte uma criança no super mercado e deixe-a decidir o que comprar e verá o resultado. Querem fazer a cabeça das crianças com o conceito: Você não é mais criança, é adolescente, logo tem capacidade de decidir!
A (grande) maioria das crianças já são super propensas a decidir por si só desde cedo. Por isso precisam de disciplina para não se matar com o dedo na tomada ou pulando da janela. Este rótulo moderno, de que ela não é mais “criança” e sim um adolescente, alimenta sua vontade de tomar suas próprias decisões sem o conselho dos mais velhos. Mesmo tendo míseros dez anos. A mídia ensina que ele deve decidir por si só, pois é um adolescente. Ah, agora tem também o pré-adolescente. Logo logo um bebê completa um ano e será chamado de anti-quase-pré-adolescente, mas jamais criança!
Junto com o termo criança, está indo embora o conceito de ser cuidado, ensinado, corrigido e que outros tomem suas decisões por um tempo que não podem decidir por si só (tudo) ainda. “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.” Provérbios 22.6
O lado diabólico do rótulo “adolescente” para criançasO lance do consumo e do capitalismo é ruim. Mas existe algo por trás ainda. É bem pior quando estas crianças, rotuladas de adolescentes, começam a decidir se vai fumar ou beber, namorar ou transar, mentir ou falar a verdade, dividir ou ser egoísta, ajudar ou desprezar. E outras decisões importantes da vida de uma pessoa. Não temos que esconder nossos filhos das maldades do mundo e nem privá-las de suas decisões. Mas tudo ao seu tempo, e com a devida instrução. E principalmente sobre o devido entendimento de quem decide o que ainda.
Muitos ministérios usam o termo “adolescente” e sabem tratar com ele, tanto o termo quanto as pessoas. Com o ministério PAVI eu aprendi bastante coisa. Aprendi que a fase desta faixa etária existe e é inegável, não dá para tapar o sol com a peneira e tratá-los, a partir dos 12 anos, como crianças. Não é mais criança, mas ainda não é adulto, tem que ficar claro. Pode chamar de adolescente, não é pecado, feio, errado ou coisa assim. Mas consideremos usar o termo adolescente a partir de 12 ou 13 anos. E mesmo assim, que fique claro que adolescente não significa independência nas decisões. Mas decisões em conjunto com os adultos e decisões conscientes. Diferente daquela de não por o dedo na tomada que a criança nunca entende porque (se é tão legal aquele buraquinho na parede). Eles podem e devem participar das decisões, mas ainda não é tempo de decidir tudo. Ensinar a valorizar o conselho e a decisão dos mais velhos.
O garoto que encontramos na pizzaria é uma criança. Mas abre um sorriso e acredita, quando a avó diz orgulhosa, que ele é um adolescente e tem duas namoradas. Que triste! Tantos conceitos deturpados em uma só frase.
Resumindo

Para as empresas isso significa lucro, para o inferno também. Chame e trate criança como criança. Sempre diga o quanto é bom seguir conselhos e seguir a decisão dos mais velhos, seus pais, parentes e pastores. E mostre, principalmente, que ser chamado de criança não é ruim. Pois na verdade nunca deixarão de ser criança, mesmo que o mundo os trate como pré-adultos, querendo que tomem suas próprias decisões.
Fonte: opensocial.googleusercontent.com

Minha resenha de tudo isso:
     Alguns pais são culpados, pelo fato de darem muita liberdade aos seus filhos, passando a imagem de que não podem usar isso, falar aquilo ou até mesmo namorar, já ví menina  ou menino falando em namora com apenas 9 anos de idade, que mundo é esse?  Será que não estamos exagerando em afrouxar demais essa corda aos nosso filhos? E quanto as companhias, já tem muita gente fazendo coisa errada, não queremos que nossos filhos, comecem a agir de uma forma que não o criamos.
     Já param pra pensa o quanto estamos limitados a corrigir nossos próprios filhos? Vem conselho tutelar, estatuto da criança. delegacias e por aí vai, não direis peitando o trabalho muito bem feito desse defensores, mais pera lá, tudo tem limite. Pô tem coisas que não dá pra aceitar e pensar que ainda tem mão ou pai que passa mão em cima da cabeça de filho.

     Bom taí o meu desabafo, até amanhã
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